Felicidade pura
Naquela terça-feira, aproveitei a soneca do Lucas para enfim colocar a roupa suja na máquina. Abri a mochila do Marcelo e fui conferindo os bolsos da bermuda jeans
Noventa e sete vezes. Foi esse o número de vezes que pensei em vender o fusca, comprar uma passagem e ir atrás dela nos últimos cinquenta anos. Noventa
Bastou a poeira baixar no terminal rodoviário de Guaxupé para eu entender que aquilo não era férias. Dona Filomena, minha sogra, nos recebeu com um sorriso magro e
O ônibus parou às cinco e meia da tarde na rodoviária de São Sebastião, e dali peguei o único táxi disponível até a pousada. O motorista não puxou
O barulho da chave batendo na mesinha da entrada foi mais alto do que eu queria, mas eu estava exausto demais para me desculpar. O trânsito na T-63
Dona Zulmira já estava na calçada, com a vasilha de arroz com molho na mão, quando o cachorrinho apareceu ofegante, o rabo batendo tão rápido que parecia um
Sempre que eu me sentava naquela sala, o cheiro de naftalina e café requentado me dava a sensação de voltar à infância. Só que dessa vez não tinha
Juliana encostou a testa na porta de madeira maciça e ficou ouvindo os passos do marido se afastando pelo corredor do prédio. Primeiro o elevador. Depois o silêncio.
Meus chinelos não estavam ao lado da porta, onde eu os deixava há quinze anos. Estavam enfiados atrás do aparador, como se tivessem vergonha de aparecer. Meu casaco
O ventilador de teto zumbia baixinho, fatiando a luz branca que entrava pela varanda. Era uma manhã de sábado rara, daquelas em que o silêncio do apartamento em
