Felicidade pura
— De novo, Camila? Você encheu a marmita dela até a tampa. Rafael largou o celular na mesa da cozinha. Eu não me virei, continuei esfregando a frigideira,
Aconteceu na minha rua, e eu vi tudo do meu terraço, porque é ali que eu tomo meu café das cinco e meia e fico olhando o movimento.
O grito veio do andar de cima. Eu estava na cozinha, cortando tomate para a salada. O cheiro do arroz frito se misturava ao feijão que borbulhava na
**Oito anos de plantões, e o saldo dizia R$ 91,30** A chuva fina de Curitiba grudava a blusa no pescoço de Camila quando ela abriu a porta do
Ana Paula segurava o pacote de lasanha congelada como se fosse uma arma. A sogra estava na frente dela, branca como cal. "Chega, dona Nilza!" — a voz
A Dona Neide, minha sogra, ficou parada na porta do apartamento, com os braços cruzados, e disse aquilo que eu nunca vou esquecer: — Ainda bem que você
Eu decidi o que colocar dentro daquele envelope pardo exatamente doze dias antes. Apanhei-o no fundo da gaveta da cômoda, onde ficava escondido sob as toalhas de mesa
O café esfriou na xícara pela segunda vez naquela noite. Dona Marina não tinha pressa. Sentada no sofá de veludo cor de vinho, na sala do apartamento em
Me deram alta do hospital numa segunda-feira de chuva, aquele chuvisco fino de novembro que gruda na roupa. O médico explicou para os meus filhos, sem rodeios: depois
Beatriz estacionou o Honda HR-V preto na frente do portão e ficou parada, com as mãos no volante. O motor ainda ronronava baixo, mas ela não desligou. Olhava
