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Sempre que eu me sentava naquela sala, o cheiro de naftalina e café requentado me dava a sensação de voltar à infância. Só que dessa vez não tinha
Juliana encostou a testa na porta de madeira maciça e ficou ouvindo os passos do marido se afastando pelo corredor do prédio. Primeiro o elevador. Depois o silêncio.
Meus chinelos não estavam ao lado da porta, onde eu os deixava há quinze anos. Estavam enfiados atrás do aparador, como se tivessem vergonha de aparecer. Meu casaco
O ventilador de teto zumbia baixinho, fatiando a luz branca que entrava pela varanda. Era uma manhã de sábado rara, daquelas em que o silêncio do apartamento em
O telefone vibrou no mudo, bem em cima da pilha de relatórios. Eu massageava as têmporas tentando fazer o último balanço do mês fechar — eram quase nove
O telefone vibrou no mudo, bem em cima da pilha de relatórios. Eu massageava as têmporas tentando fazer o último balanço do mês fechar — eram quase nove
Ele disse aquilo numa terça-feira à tarde, enquanto eu contava as moedas para o pão na padaria da Avenida São João. Quarenta e sete anos juntos e a
Dona Lúcia estava de cócoras junto ao canteiro de pimentões, as mãos sujas de terra vermelha, quando o motor do carro morreu bem em frente ao portão de
Seu Antônio mal conseguia subir os três degraus da varanda, mas fez questão de recusar a mão da filha. O joelho ainda doía da cirurgia, e o coração
Era quase dez da noite quando Aline estacionou o Honda Fit prata na garagem do condomínio Parque das Figueiras, em meio a uma garoa típica de Porto Alegre.
