Felicidade pura
O cão chamava-se Nevoeiro. Grande, peludo, cinzento como uma manhã de dezembro no interior do Minho, vivia no quintal dos Ferreira havia oito anos. A casota ficava junto
Catorze horas antes do casamento, voltei à quinta da minha futura sogra para buscar uma pasta de documentos que tinha esquecido. Essa pasta salvou-me. Pouco antes, eu estava
A fotografia chegou terça-feira às 15h42, enquanto eu saía de uma reunião no Porto. Na imagem, o meu marido, Gonçalo, dormia na nossa casa de praia em Esposende.
Dois dias depois de receber o diagnóstico de cancro terminal, o meu noivo abandonou-me. «Desculpa, Leonor. Eu não consigo.» Miguel tinha uma mala pronta junto à porta. O
Álvaro regressou da caça irritado. Deixou as botas espalhadas na entrada, atirou o casaco para o chão e começou a bater com as portas dos armários. Catarina estava
Dona Rosa pôs a chaleira ao lume. Seis da manhã, chá, manta nos ombros e banco junto à porta. Era assim todos os dias. No quintal estavam as
Quando ouvi o gato da minha vizinha chorar durante duas noites diante da porta dela, percebi que a senhora Margarida não voltaria. Vivo num prédio antigo em Coimbra,
«Estou grávida.» Teresa disse aquilo numa manhã cinzenta, na cozinha do apartamento onde vivia com Henrique, em Aveiro. Henrique tinha feito uma vasectomia catorze anos antes. Na altura
O meu marido entregou as chaves do carro clássico do meu falecido pai à amante grávida. Horas depois, ela atropelou um homem e fugiu. A polícia telefonou porque
Com vinte e seis semanas de gravidez, Mariana estava numa clínica em Lisboa a observar o perfil da filha no ecrã. Depois de dois abortos espontâneos, cada batimento
